quinta-feira, outubro 14, 2010

Televisão: a medusa brasileira

Televisão: a medusa brasileira.
                                
Coletivo Savazzoni


Vivemos na era do terrorismo midiático da pseudo-parcialidade. Do pensamento fraturado por uma lógica liberal e reacionária, fruto dos grandes motes decadentes encontrados em todos os regimes totalitários. O problema da 'verdade como imagem' conduz as pessoas a uma uma certa catatonia politica. Seduzidos pelo 'brilho' ou mesmo pela 'nitidez' - qualidades ópticas da imagem - somos levados a ver a verdade como a 'imagem do fato'. E a mídia televisiva brasileira é mestre na arte de confundir. Imagem e verdade. Nunca foi tão nítido como agora, no Brasil, que a discussão ética deve primeiramente ser focada em 'quem' fala. 
De que forças falam uma Folha de S. Paulo, ou um Estadão, .(o nome soa hilariamente como um saudosismo dos tempos de castelos e reis - [ veja o que hove com o blog: Falha de S. Paulo, ou mesmo Maria Rita Kehl ]) um Jornal Nacional, sobretudo a grande mídia de massas? São as antigas mídias de 'mão única', os fétidos 'quadros falantes'. Porém estamos em curso em novas vias, verdadeiras auto-bahn's da comunicação intersubjetiva, o fenômeno das redes da internet. 

O percalço segue o calço. 

No Brasil o fenônemo da televisao é um elemento corrente. A tão sonhada 'liberdade de imprensa' , leva-me automaticamente a lembrar de uma das melhores fórmulas de Foucault: "onde há liberdade há poder".

Devemos sim, pensar que há necessidade de uma melhor 'regulamentação' - e que não se equipara a qualquer menção de censura (como a grande mídia diariamente e paranoicamente persegue como ideal democrático. "-Ah, seremos um Estado democrático enquanto mativermos a liberdade de imprensa!". Mas essa 'liberdade de imprensa' não parece ter uma espécie de similitude a 'liberdade do mercado'? Sim e muito, e é sobre isso que estou falando.

Seja como for, de fato assistimos a uma acontecimento muito importante no curso da história 'recente' do Brasil. Uma mídia caduca, promovendo o levante de grupos fascistas e reacionários, veiculando boatos e investigações porcas e mal redigidas. Enfim, uma mídia elitista, presa aos antigos valores morais das imagens do 'senso comum à burguesa', dos valores dos tempos da chibata, dos bigodes e das farras.

Impasse material! 

A maioria das casa do Brasil tem um aparelho televisor. "A televisão é uma paixão nacional". Isso soa nos ouvidos dos chefes de redação, dos media-empresários com os média-publicitários como a "voz divina". Se há um absolutismo no Brasil ele é promovido pelas mídias de mercado - não foi a mídia que criou o 11 de Setembro? Não foi a mídia que criou o terrorismo pactuada com um governo demente como foi o ultimo dos yankees?

O problema que envolve a regulamentação da imprensa no Brasil deve ser regulamentada visando uma questão antes de tudo ética e politica. As grandes mídias brasileiras prestam serviço à quem? A nós (povo) trazendo a verdade em tempo real, com a imparcialidade dos grandes cientistas de laboratório que condicionam seus experimentos em variáveis controladas) ou nos deformando com suas informações imprecisas e boateiras (que eu chamei acima de 'senso comum à burguesa' - o mesmo senso tosco que percorre a neutralidade ou imparcilalidade jornalistica).? Ou a grandes patrões donos das grandes fortunas do mundo que se servem dos meios de comunicação para garantir seus faturamentos às custas de uma sempre 'esperança' de mudança por parte do povo, enquanto que na verdade os ricos estão em processo de comprar o Brasil. todos querem uma fatia deste imenso bolo natural. . Uma ilusão de bonanza enquanto que a guerra da informação e mercado que está empleno curso. 
Não querem mais seu corpo, mas seu pensamento. 

Cuidado, pois os PIG's (alusão à porcos em inglês e também detém o significado de 'partido da imprensa golpista') está mais uma vez boicotando as eleições presidenciais, inclusive manipulando resultados, quando não os próprios resultados são comprados. E mais, omitindo fatos visivelmente por influencia de suas inclinações partidáriomercadológicas. Vide Paulo Preto. Quem? O Serra disse que não conhece, mas quem é bobo de acreditar? Basta uma pesquisa atenta e vc verá quem é ou foi Paulo Preto. Isso a 'media' não mostra.

VEJA: Atenção, a televisão faz você crêr na imagem como representação da verdade. Isso em muito se parece com a forma medieval de compreensão do mundo. A similitude entre o mundo e a representação que temos do mundo. Uma ilusão tal como a da Igreja - e não é por acaso que as 'novas igrejas' estão tomando conta dos grandes canais de comunicação - funcionava e ainda funciona, que trata dos cânones dos fracos e servos do ressentimento.  De fato um regime que dadas suas mudanças técnicas, persiste como eficiente mecanismo de manipulação de massas, e mais, de veiculação de dogmatismos. 

A globo logo terá um infarte, pois foi diagnosticada com 'hipertensão'! rsrsrs

Precisamos de um levante contra a emergência dos discursos de grupos fascistas, totalitários escondidos na carapaça de uma 'classe média' tipicamente reacionária e demente! 

Temos que viver o Brasil e não simplesmente acreditar na imagem de nos 'vendem' dele. A internet está ai, não se deixe enganar, O PSDB vai rifar o Brasil. O primeiro alvo será a Petrobrás, e por ai vai...

A mídia quer sangue! Cuidado eleitor, o Serra é um falsário. Os tucanos são o resto de uma elite burguesa retrógrada dos tempos dos coronéis e nos vendem a ilusão de um mundo surreal como o que nos vende o pensamento religioso.  Do familialismo ao colonialismo midiático eis o entrave que está em curso neste momento em nosso pais.

Acredite, na possibilidade do novo, eleja a primeira mulher a ser presidente do Brasil.

Acreditemos, Dilma 13 no dia 31!

Avante camarádas, abaixo a mídia golpista!

Cidadão Kane nunca mais. Viva a liberdade de expressão ao invés da liberdade de imprensa. Porque ao que tudo indica os medias pedem liberdade de imprensa, mas o que isso implica é uma flacidez na liberdade de expressão coletiva.

A revolução não será televisionada!

Avante!

sexta-feira, julho 02, 2010

Mil quadros


MIL QUADROS MOVEDIÇOS

Sol do meio-dia
Libertação da imagem dos valores reativos da representação
mil quadros movediços
fluxos transitivos


(Cesar A. Savazzoni - 2010 - caneta de retroprojetor em sulfite) 
                                                                                             




quarta-feira, junho 23, 2010

Quem?



Alguém sabe me dizer por onde anda meu Eu?

Não sei se foi por ali, ou se por acolá.
Quando me dei por conta, meu Eu já tinha ido pelo ralo.
O ralo de que falo, é o ralo sem fundo da rede
No fluxo descontínuo, na casa que não tinha paredes.

Mas ao falar de rede, não estamos falando de ordem no Caos,
de linhas em meio a tempestade?

Pois é, resolvi entrar pelo ralo, e descobrir onde meu eu foi parar, como Alice.
O que descobri é que meu Eu não parava de mudar, mudava tanto que não dava mais pra falar que sou um, ou que era Eu. O Eu era tantos que mesmo vários eram poucos pra dizê-lo com substância. O Eu morreu quando nasceu, morreu afogado no meio da corrente, e em seu lugar, nasceram forças, intensidades e potências.

O organismo foi-se pelo ralo e o Ser se esvaziou no meio da enchente;

Mas, quando me enfiei por uma pequena vaga, me disseram que o Eu que eu procurava, não era mais o EU que eu era. Disseram-me que o Eu que procurava a muito tinha ido embora, e em seu lugar, largou apenas uma rama de grama.

Talves o Eu tenha virado grama! Será? Virou grama e multiplicou-se?

Quando tive por outras baías, alguns Piratas que por ali passavam me disseram que muitos Eu's´ por ali passaram, mas que nenhum  mais voltara inteiro. Tormentas e trovões ecoavam no mar aberto.


Os homens que de lá voltavam chamavam-se Homens-Grama, Homens-árvore de Potência, àrvores de vontade. Devir-grama. 

Em nome de uma pirataria do Eu! (louvavam os piratas)

E nós assim escrevemos nas pedras do esquecimento:

- Grama ao invés de árvores!!! 

As àrvores que devemos derrubar, são as árvores do totalitarismo, da rigidez do saber institucionalizado, árvores do capitalismo e não as árvores que nós dão frutos e ar para respirar - árvores derrubadas pelo capitalismo.

A saída da ilha mostrava-se apenas uma. 
Das tormentas uma lição
 Tornar-se estrangeiro a si mesmo!! Reinventar-se a cada dia, a cada instante!


Povoados de intensidades, criemos o Mundo e os Mil Outros que somos!

Avante! Piratas! Avante!!


Criemos a Diferença!


[]

A loucura de Pascal - Uma crítica a Descartes



"Les hommes sont si nécessairement fous, que ce serait être fou par une autre tour de folie de n'être pas fou" 

"Os homens são tão necessariamente loucos que seria 'louco' num outro sentido de loucura 'não ser louco'".

(Pascal)



Comunicado aos navegantes nômades


Lançar garrafas ao mar 
com mensagens para um estrangeiro
Traçar linhas sobre o plano

Lançar dados
Jogo do Acaso

Espaço liso 
transitivo
transicional
transmutacional
trans...

Piratear-se a si mesmo


Campo de Dobras
de multiplicidades

Mil possibilidades
de conexões
de heterogêneos

Produção de si
como um estranho a si mesmo
e
produção (invenção) do mundo
como espaço de proliferação
de intensidades positivas

Conexões produtivas
desejo coletivo
nomadismo e guerrilha

Singularidades, forças nômades e revolucionárias, uni-vos!
[]