quarta-feira, junho 23, 2010

Quem?



Alguém sabe me dizer por onde anda meu Eu?

Não sei se foi por ali, ou se por acolá.
Quando me dei por conta, meu Eu já tinha ido pelo ralo.
O ralo de que falo, é o ralo sem fundo da rede
No fluxo descontínuo, na casa que não tinha paredes.

Mas ao falar de rede, não estamos falando de ordem no Caos,
de linhas em meio a tempestade?

Pois é, resolvi entrar pelo ralo, e descobrir onde meu eu foi parar, como Alice.
O que descobri é que meu Eu não parava de mudar, mudava tanto que não dava mais pra falar que sou um, ou que era Eu. O Eu era tantos que mesmo vários eram poucos pra dizê-lo com substância. O Eu morreu quando nasceu, morreu afogado no meio da corrente, e em seu lugar, nasceram forças, intensidades e potências.

O organismo foi-se pelo ralo e o Ser se esvaziou no meio da enchente;

Mas, quando me enfiei por uma pequena vaga, me disseram que o Eu que eu procurava, não era mais o EU que eu era. Disseram-me que o Eu que procurava a muito tinha ido embora, e em seu lugar, largou apenas uma rama de grama.

Talves o Eu tenha virado grama! Será? Virou grama e multiplicou-se?

Quando tive por outras baías, alguns Piratas que por ali passavam me disseram que muitos Eu's´ por ali passaram, mas que nenhum  mais voltara inteiro. Tormentas e trovões ecoavam no mar aberto.


Os homens que de lá voltavam chamavam-se Homens-Grama, Homens-árvore de Potência, àrvores de vontade. Devir-grama. 

Em nome de uma pirataria do Eu! (louvavam os piratas)

E nós assim escrevemos nas pedras do esquecimento:

- Grama ao invés de árvores!!! 

As àrvores que devemos derrubar, são as árvores do totalitarismo, da rigidez do saber institucionalizado, árvores do capitalismo e não as árvores que nós dão frutos e ar para respirar - árvores derrubadas pelo capitalismo.

A saída da ilha mostrava-se apenas uma. 
Das tormentas uma lição
 Tornar-se estrangeiro a si mesmo!! Reinventar-se a cada dia, a cada instante!


Povoados de intensidades, criemos o Mundo e os Mil Outros que somos!

Avante! Piratas! Avante!!


Criemos a Diferença!


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A loucura de Pascal - Uma crítica a Descartes



"Les hommes sont si nécessairement fous, que ce serait être fou par une autre tour de folie de n'être pas fou" 

"Os homens são tão necessariamente loucos que seria 'louco' num outro sentido de loucura 'não ser louco'".

(Pascal)



Comunicado aos navegantes nômades


Lançar garrafas ao mar 
com mensagens para um estrangeiro
Traçar linhas sobre o plano

Lançar dados
Jogo do Acaso

Espaço liso 
transitivo
transicional
transmutacional
trans...

Piratear-se a si mesmo


Campo de Dobras
de multiplicidades

Mil possibilidades
de conexões
de heterogêneos

Produção de si
como um estranho a si mesmo
e
produção (invenção) do mundo
como espaço de proliferação
de intensidades positivas

Conexões produtivas
desejo coletivo
nomadismo e guerrilha

Singularidades, forças nômades e revolucionárias, uni-vos!
[]